De acordo com um artigo publicado no periódico Biomedicine & Pharmacotherapy, o uso diário de 500 miligramas de própolis por pessoas vivendo com HIV ou betfair apk 2024 pode trazer benefícios à saúde. Em uma análise comparativa, os pesquisadores observaram que o grupo que recebeu própolis apresentou uma redução significativa na concentração plasmática de malondialdeído, um marcador de estresse oxidativo, em comparação com o grupo que recebeu placebo. Além disso, houve um leve aumento na capacidade antioxidante total no grupo que recebeu própolis, indicando um combate direto aos radicais livres.
A bióloga Karen Ingrid Tasca, que conduziu seu pós-doutorado no Instituto de Biociências de Botucatu, destaca a relevância dessa pesquisa, especialmente diante do desafio do envelhecimento precoce enfrentado por pessoas vivendo com o HIV. A imunossenescência acelerada e o desenvolvimento precoce de comorbidades são questões significativas, e o estresse oxidativo desempenha um papel crucial nesse processo.

Karen explica que o estresse oxidativo causado pelo vírus e pelos antirretrovirais tem um impacto significativo nos pacientes. A própolis, uma resina natural, destaca-se como uma intervenção potencial devido às suas propriedades antioxidantes, antivirais e anti-inflamatórias reconhecidas.
O líder do grupo de pesquisa, o biólogo e professor José Maurício Sforcin, que estuda os efeitos da própolis há quase 30 anos, enfatiza a importância de expandir as pesquisas clínicas para revelar o potencial da própolis para a saúde.

Apesar dos indícios positivos, os estudos sobre própolis anteriormente não abrangiam especificamente a população de pessoas vivendo com HIV. Os resultados mostraram não apenas a atenuação do estresse oxidativo, mas também a redução de parâmetros inflamatórios, incluindo aumento na proliferação de linfócitos T CD4+ e expressão do fator de transcrição Foxp3.
Os pesquisadores sublinham que, embora a própolis tenha demonstrado benefícios para a saúde, são necessárias novas pesquisas para considerar sua adoção como intervenção efetiva, especialmente para pacientes com comorbidades ou falha terapêutica. A pesquisa foi conduzida com participantes sob terapia antirretroviral, com carga viral indetectável e contagem ideal de células T CD4+, garantindo a saúde e segurança dos participantes ao longo da intervenção de 90 dias.